Domingo participei ativamente da Virada Cultural. E adorei a experiência.
Apesar do grande número de bêbados, drogados e algumas pessoas impossíveis de se identificar o porque de estarem caídos no chão, os shows que participei mostraram a grande qualidade do evento e o máximo proveito dos artistas participantes.
O primeiro show que assisti, do sambista portelense Monarco, foi fantástico. O idoso sambista mostrou suas preciosidades como "Coração em Desalinho" e "Vai Vadiar". O público cantou as canções junto e se emocionou.
O segundo foi do Paulo Miklos e do Quinteto em Branco e Preto cantando Noel Rosa. Um show muito bom para os apreciadores da música do cantor da Vila, apesar de não apreciar a voz de Miklos e das pequenas confusões que aconteceram durante o show.
O terceiro foi de Renato Teixeira com suas músicas calmas, caipiras e de grande qualidade. Contou sucessos como "Amanheceu, Peguei a Viola", "Amora" e "Romaria". Um ótimo público, um ótimo show e um ótimo cantor.
Após uma pequena pausa a tarde para descansar voltei a Praça da República para assistir um dos shows de encerramento: Paulinho da Viola e a Orquestra Sinfônica de Cordas. Com toda certeza o show mais esperado e o mais tumultuado. Paulinho atrasou muito tempo. Kassab fez a besteira de aparecer no palco. Resultado: Vaias e tumulto. Ao Paulinho iniciar o show houve um momento de grande alegria e euforia, porém muito breve pois Paulinho cantou apenas 6 músicas em um show de 30 min. Apesar disso um show inesquecível e fantástico.
Agora é só esperar mais um ano para música, teatro, dança e outros eventos culturais de qualidade e de graça na Virada Cultural!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Noite Ilustrada e suas polêmicas
O cantor e compositor Noite Ilustrada sempre foi famoso pela sua voz forte e por suas polêmicas em parcerias de composições.
Noite se envolveu com uma grave polêmica envolvendo os dois expoentes da música e do samba paulistano:Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini.
Em relação a Adoniran, Noite disse que a música "Bom Dia Tristeza", parceria de Adoniran com Vinicius de Moraes, era de sua autoria. Adoniran sempre rejeitou falar sobre tal afirmação, mas os mais próximos do cantor e compositor paulista tinham certeza de que as afirmações de Noite eram infundadas. Vinicius nunca se manifestou, já que a parceria com Adoniran foi através de correspondência e os dois nunca se encontrar para realizar tal composição.
Já com Paulo Vanzolini, Noite dizia que a música de maior sucesso do paulista, "Volta por Cima", era de sua autoria. O empecilho para Noite foi que onde fez tal afirmação, no programa de Henrique Lobo, a mentira logo foi descoberta, já que Lobo era primo de Vanzolini e acompanhou a composição da música. Desmentiu Noite em rede nacional.
A partir dessas duas mentiras acusando expoentes da música, Noite foi considerado um dos maiores aproveitadores da música brasileira. E segundo Vanzolini "Noite Ilustrada é um ótimo cantor, mas um tremendo de um mau caráter!".
Noite se envolveu com uma grave polêmica envolvendo os dois expoentes da música e do samba paulistano:Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini.
Já com Paulo Vanzolini, Noite dizia que a música de maior sucesso do paulista, "Volta por Cima", era de sua autoria. O empecilho para Noite foi que onde fez tal afirmação, no programa de Henrique Lobo, a mentira logo foi descoberta, já que Lobo era primo de Vanzolini e acompanhou a composição da música. Desmentiu Noite em rede nacional.
A partir dessas duas mentiras acusando expoentes da música, Noite foi considerado um dos maiores aproveitadores da música brasileira. E segundo Vanzolini "Noite Ilustrada é um ótimo cantor, mas um tremendo de um mau caráter!".
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Beth Carvalho de volta!
Beth Carvalho, após a longa temporada afastado dos palcos por problemas na coluna, está de volta. No dia 15 de Abril ela subirá ao palco do HSBC e cantará seus maiores sucessos.
Entre as músicas para matar saudade pelo tempo afastada estará confirmado os sucessos de Adoniran Barbosa e do Geraldo Filme.
Os valores variam dentre R$70,00 à R$140,00. Apresentação única.
Mais informações em: UOL - Volta de Beth Carvalho
Entre as músicas para matar saudade pelo tempo afastada estará confirmado os sucessos de Adoniran Barbosa e do Geraldo Filme.
Os valores variam dentre R$70,00 à R$140,00. Apresentação única.
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sábado, 2 de abril de 2011
A morte nos sambas
Vários compositores, sejam de samba ou de outros estilos, já compuseram músicas que tratam da morte. Um assunto tão polêmico e pouco falado na sociedade tratado em alguns versos, muitas vezes geniais, de alguns corajosos cantores e compositores.
Vamos retratar aqui os três mais conhecidos no samba.
Primeiramente a música de Noel Rosa, o compositor da Vila, que trata a morte como um evento que não deve ter choro. Não deve ter vela. Deve ter fita amarela.
A segunda música que pretendo fazer referência é de Nelson Cavaquinho. Segundo a música "Quando eu me chamar saudade" devemos ser homenageados agora. Ser lembrados e queridos agora. Não quando se chamar saudade.
A última obra que pretendo ressaltar é de Ataulfo Alves. No seu samba "Na cadência do samba", composto por ele e Paulo Gesta, diz que quer morrer numa batucada de bamba. Na cadência bonita do samba.
Vamos retratar aqui os três mais conhecidos no samba.
Primeiramente a música de Noel Rosa, o compositor da Vila, que trata a morte como um evento que não deve ter choro. Não deve ter vela. Deve ter fita amarela.
"Quando eu morrer, não quero choro nem velaNoel morreu precocemente, aos 27 anos. Ao contrário do que foi dito em seus versos o velório foi marcado pelo choro e pelo inconformismo de sua morte. Ao invés da faixa amarela, um merecido violão de ouro.
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela"
A segunda música que pretendo fazer referência é de Nelson Cavaquinho. Segundo a música "Quando eu me chamar saudade" devemos ser homenageados agora. Ser lembrados e queridos agora. Não quando se chamar saudade.
"Depois que eu me chamar saudadeParece que o pedido de Nelson foi aceito. Muito celebrado em vida. Mas após sua morte poucas coisas são realizadas em sua memória.
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais"
A última obra que pretendo ressaltar é de Ataulfo Alves. No seu samba "Na cadência do samba", composto por ele e Paulo Gesta, diz que quer morrer numa batucada de bamba. Na cadência bonita do samba.
"Eu quero morrer numa batucada de bambaNão morreu na cadência do samba. Mas morreu lembrado pelos seus sambas antológicos.Morreu lembrado pela sua cadência bonita de samba.
Na cadência bonita do samba"
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